Curso Grátis de Horta e Jardim em Vasos e Solo
Curso Grátis de Horta e Jardim em Vaso e Solo
Jardinagem Meditativa: Cultivando a Consciência Pura
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Imagens: Gemini, Freepik e Pixabay
Jardinagem Meditativa: Cultivando a Consciência Pura
Apresentação
O nosso curso possui um método muito prático para você praticar a Jardinagem Meditativa e aprender a cultivar plantas em vasos ou solo.
Tudo é de fácil compreensão, os materiais para plantar possuem preços muito baixos, bastando apenas seguir o passo a passo.
Sobre nós
Somos terapeutas integrativos formados pela Faculdade Ampli Pitágoras Anhanguera, pós-graduados em Botânica, Fitoterapia, Terapia Floral e Arteterapia pela Faculdade Alcance, MBA de Gestão Ambiental pelo IMES.
Possuímos capacitação e extensão acadêmica em Agroecologia, Sistemas Agroflorestais, Reflorestamento, e outros cursos pelas seguintes instituições: Embrapa, Senar, Serviço Florestal Brasileiro, IFRS, IFMG, IFES, UFES, UEMA, USP, PUC, UFRN, SUS, Universidade São Camilo, Fiocruz, Unisa, Franciscan University of Steubenville, UFLA e outras.
A nossa filosofia é a de servir aos nossos semelhantes, zelar pelos animais e pelo meio ambiente. Desejamos boas vindas à todos e que a benção de cultivar plantas lhes traga muita tranquilidade, alegria e bem-estar!
O Que é a Jardinagem Meditativa?
A Jardinagem Meditativa é a prática consciente de utilizar o cuidado com as plantas ornamentais e sensoriais (em vasos, pequenos jardins ou ambientes internos) como um poderoso exercício de autoconhecimento e bem-estar integral.
Diferente do conceito de hortas terapêuticas que focam na colheita de alimentos, a Jardinagem Meditativa transforma as tarefas de jardinagem – como regar, podar, observar e transplantar – em momentos de meditação ativa.
Trata-se de usar o ritmo lento e constante da natureza para ancorar a mente no presente, afastando-a do ego e das ilusões criadas por preocupações, ansiedade e pressões externas. É a aplicação prática da filosofia de que a paz não é um milagre, mas a consequência de um coração e uma mente bem cultivados.
Os Benefícios de Cultivar o Self
A prática da Jardinagem Meditativa atua diretamente na melhoria da qualidade das virtudes e na destruição do ego, conforme a Filosofia Saiva Siddhanta:
1. Benefícios Espirituais e Emocionais
Paciência e Desapego: O ciclo de vida das plantas ensina a paciência ao esperar o crescimento e o desapego ao aceitar a poda ou a morte de uma planta. Essa aceitação diminui a cobrança e a perfeição do ego.
Redução do Estresse e da Ansiedade: O foco total exigido por tarefas minuciosas (como regar ou plantar sementes) atua como um mantra silencioso, acalmando o sistema nervoso e reduzindo os pensamentos negativos.
Inspiração e Autovalorização: O ato de criar um pequeno mundo verde em seu ambiente, mesmo que seja apenas um vaso na janela, estimula a criatividade e proporciona um profundo senso de propósito e realização pessoal.
2. Benefícios Cognitivos e Físicos
Melhora da Concentração: A atenção necessária para cuidar de um ser vivo (a planta) força a mente a focar no momento presente, melhorando a capacidade de atenção.
Estímulo Sensorial e Bem-Estar: O contato com texturas, aromas e a beleza das cores (plantas sensoriais) estimula os sentidos, melhorando o humor e proporcionando uma sensação imediata de calma e bem-estar.
Atividade Física Leve: As pequenas movimentações do plantio e do cuidado diário promovem a atividade física e o aprimoramento das habilidades motoras, oferecendo uma forma suave de movimento para o corpo.
Ao praticar a Jardinagem Meditativa, você não apenas decora sua casa com a beleza da natureza, mas transforma a sua mente, provando que a melhoria da qualidade de vida é uma consequência direta do cultivo de boas virtudes.
Jardinagem Meditativa Consciente
Sobre uma mesa ou bancada, organize todos os materiais que você utilizará no cultivo das suas plantas: Terra adubaba, vasos, mudas, sementes, etc.
Coloque uma música para relaxamento, preferencialmente músicas suaves de 432hz ou 528hz. Os mantras também são de grande benefício, apesar de a maioria ser no idioma sânscrito e muitas pessoas não compreenderem o significado, são extremamente benéficos. No final deste livro, colocaremos links de excelentes músicas 432hz, 528hz e mantras.
Quaisquer que sejam os pensamentos, sons e emoções que aparecerem, apenas esteja presente. E tome cuidado para não se envolver e começar a falar, agir ou pensar — em vez disso, deixe-os vir e ir.
Concentre-se na música ou mantra, concentre-se na sua atividade com a terra e com as plantas.
Muitas lembranças da sua vida surgirão. Mas aceite isso, não interfira e não analise, não alimente essas lembranças, deixe-as ir. Não se culpe, apenas deixe-as ir.
Não resista a qualquer pensamento ou sentimento. Deixe-os aparecer, desapegue e deixe-os ir.
Você notará que sua mente vai querer intervir e assumir o controle repetidamente. Mas observe o jogo, não faça nada. Apenas volte a sua atenção para a música ou mantra, para a terra e as plantas.
Se uma lembrança dolorosa persistir, não faça nada, apenas aceite-a, não se condene, persevere consciente nas atividades do seu jardim.
Dessa forma, você está dando à sua mente um espaço para que a sabedoria se organize, expressando os pensamentos reprimidos, memórias, etc. Então, quando sua mente expressa as energias presas dos pensamentos, ela começa a se acalmar, e a verdadeira energia da sabedoria da mente começa a emergir como um espelho limpo.
Esta também é uma devoção profunda — simplesmente estar neste momento com a vida, consigo mesmo. Você estará se envolvendo com a sua amada vida, apenas sentindo e ouvindo.
Não force, não se retraia, nem ignore. Ao observar as ondas do rio subindo e descendo, você poderá saborear a sensação de aceitação, o sumo dela, que significa aceitar as coisas como elas são.
Lembre-se: aconteça o que acontecer, não diga: "Ah, fiquei preso em pensamentos" ou "Estou distraído". Deixe isso para lá, não crie mais jogos mentais — apenas perceba e não faça nada.
Não se concentre na respiração, pois isso implica uma escolha mental. Simples, você se tornará consciente da sua respiração, mas ela não é o seu foco, mas parte da sua consciência passiva da sua situação atual.
Esta prática lhe dará uma base muito poderosa para lidar com todos os nossos problemas que surgem devido ao nosso apego a pensamentos e reações compulsivas.
O que é um Jardim Sagrado?
Quando pensamos na palavra "sagrado", a nossa mente costuma nos guiar automaticamente para templos, rituais ou filosofias antigas. No entanto, em sua essência mais pura e desarmada, o conceito de um Jardim Sagrado não pertence a nenhuma religião, dogma ou corrente filosófica específica. Ele é, antes de tudo, um estado de espírito, um compromisso ético e um espaço físico de cura e reconexão.
Um Jardim Sagrado é qualquer pedaço de terra — seja um grande quintal, um sítio ou um pequeno vaso de barro na janela de um apartamento — onde a vida é cultivada com intencionalidade, presença e afeto.
É o lugar onde o ser humano deixa de ser apenas um consumidor da natureza e passa a atuar como seu guardião e cuidador.
Os Pilares de um Jardim Sagrado
Para além de qualquer conceito teológico, um jardim torna-se sagrado através de três dinâmicas muito simples e profundamente humanas:
1 - O Espaço do Silêncio e da Presença: O cotidiano moderno nos bombardeia com telas, pressões e ruídos constantes. O jardim funciona como um oásis de desaceleração. Ao mexer na terra, podar uma folha seca ou observar o desabrochar de uma flor, a mente é convidada a habitar o momento presente. É um exercício de meditação natural, onde a ansiedade silencia e o corpo reencontra o seu próprio ritmo biológico.
2 - O Acolhimento da Vida: Um Jardim Sagrado não escolhe quem abrigar com base em utilidades. Ele acolhe a lagarta que amanhã será borboleta, a abelha que busca o pólen, o passarinho que precisa de abrigo e o microrganismo invisível que fertiliza o solo. Existe ali um pacto de não agressão e de respeito mútuo. É o cuidado dócil com o "rebanho" da biodiversidade.
3 - A Farmácia Viva e o Sustento Espontâneo: Cultivar plantas medicinais, ervas aromáticas e alimentos limpos transforma o jardim em um ponto de amparo terapêutico. Há uma sabedoria profunda em saber qual folha acalma o peito, qual raiz conforta o estômago e qual aroma limpa o cansaço da mente. Cuidar da planta que cura o vizinho é a manifestação mais pura de empatia e serviço comunitário.
Um Espaço de Pertencimento
Para quem chega machucado pela correria da vida, exausto de cobranças ou buscando um sentido de pertencimento, o Jardim Sagrado estende a mão sem julgar. Ele não pede currículos, não impõe regras rígidas e não pune os nossos erros: se uma semente não germina hoje, a terra pacientemente nos dá a chance de plantar novamente amanhã.
Ter um Jardim Sagrado é compreender, através do ciclo das estações, das podas e das colheitas, que nós não estamos separados da natureza. Nós somos a natureza. E ao curar, limpar e organizar um pedaço de chão, estamos, na verdade, organizando e curando o nosso próprio lado de dentro.
Jardim Sagrado Religioso: É quando uma pessoa faz tudo isso e oferece todo esse belo trabalho a Deus, o Deus que ela venera. Isso vale para qualquer religião.
Por que cultivar plantas?
Nós não somos superiores à natureza, nós somos partes da natureza, nós dependemos da natureza para viver, nós precisamos conviver com a natureza.
A natureza nos fornece água, oxigênio, alimentos, ervas medicinais, roupas e muitas outras coisas, até mesmo o metal do nosso anel, a moeda de dinheiro.
A natureza continua viva e exuberante sem nós, mas sem a natureza nós morremos.
Nós precisamos conviver com a natureza para termos melhoria da qualidade da nossa saúde e do nosso bem-estar, porque é o nosso meio natural. Nós não fomos criados ou evoluídos para viver esmagados em caixas de concreto, enlatados em engarrafamentos ou expostos a níveis tão altos de insegurança e estresse.
O convívio com a natureza também envolve o uso dos nossos sentidos:
A visão nos proporciona a contemplação de toda a beleza de florestas, praias, jardins e outros espaços naturais, etc.
A audição nos possibilita ouvir as ondas do mar, a queda de água da cachoeira, o cantar dos pássaros, etc.
O tato nos possibilita sentir a terra, a umidade do solo, a textura da areia, a textura de diversos tipo de folhas e frutos, etc.
O paladar nos permite saborear frutas, legumes e verduras, o frescor da água, a doçura do mel, a salinidade do mar, etc.
O olfato nos permite sentir o perfume das flores, o cheirinho maravilhoso das frutas, o aroma das plantas aromáticas, o aroma do nosso amado cafezinho, etc.
Desfrutar dos nossos sentidos juntos da natureza nos beneficia com tranquilidade, contentamento, pensamentos positivos, esperança, autoestima, melhoria da qualidade do sono, melhoria da digestão, diminuição da ansiedade e do estresse, nos sentimos mais gratos e completos, é essencial para a nossa espiritualidade e muitos outros benefícios valiosos.
As principais partes da planta
Raiz: sua função é absorver água e nutrientes do solo, garantir que a planta fixe-se no substrato.
Caule: sua função é conduzir substâncias para a planta; sustentar folhas, flores e frutos.
Folhas: têm a função de garantir a realização do processo de fotossíntese, estão diretamente envolvidas nos processos de transpiração e respiração.
A importância das plantas
- Captam gás carbônico;
- Liberam oxigênio para a atmosfera;
- São a base da cadeia alimentar de vários ecossistemas;
- Possuem propriedades nutritivas;
- Podem possuir propriedades medicinais;
- São também moradia e abrigo para seres vivos;
- Podem evitar erosão;
- Ajudam a regular a umidade relativa do ar;
- Podem promover benefícios e renda quando adequadamente são utilizadas e/ou vendidas como alimentos, condimentos, uso medicinal; na forma de madeira, utilizada na criação de móveis, objetos, casas, madeiramento de telhados, cercas, trilhos de trem, portas, janelas, etc.
- Possuem poder energético, equilibrando a energia de ambientes, proporcionando bem-estar e tranquilidade aos seres animais e humanos que ali habitam.
Quais plantas podemos cultivar
Podemos cultivar uma enorme variedade de plantas:
- Ornamentais (que ornamentam jardins, residências);
- Exóticas (plantas não originárias do ecossistema regional, deve-se obter informações antes de cultivar);
- Flores;
- Graníferas (que produzem grãos, como a soja, por exemplo);
- Medicinais;
- Aromáticas;
- Condimentares;
- Hortaliças;
- Pancs (plantas alimentícias não convencionais); etc.
Os tipos de hortaliças
Hortaliças folhosas: alface, couve, repolho, agrião, espinafre; rúcula; etc.
Hortaliças raízes: cenoura, beterraba, rabanete, nabo, batata-doce; cará; mandioquinha; etc.
Hortaliças fruto: tomate, pimentão, pepino; abóbora; abobrinha; melancia; melão; berinjela.
Hortaliças flores: couve-flor; brócolis; alcachofra
Hortaliças de condimento (tempero): coentro, cebolinha, salsa, alho; cebola; etc.
Hortaliças legumes: feijão-vagem, ervilha, lentilha; fava.
Hortaliças tubérculo: batata
Hortaliças haste: aspargo; salsão
Hortaliças bulbos: cebola; alho
Materiais necessários para cultivar plantas em vasos
🌿 Os vasos
A primeira coisa que você precisa saber: Os vasos necessitam ser higienizados antes de serem utilizados para o plantio.
Vasos utilizados anteriormente, nos quais as plantas morreram de doenças, devem ser evitados.
O fundo do vaso tem de ter ao menos 04 ou 05 furos pequenos, eles servirão para o escoamento de parte da água com a qual você vai molhar as plantas regularmente.
Criar os próprios vasos reaproveitando embalagens de produtos, além de proteger o meio ambiente, pode ser uma forma de Arteterapia que traz alegria, satisfação com você mesmo, autoestima, o exercício da criatividade, etc.
Com um pincel barato e alguns vidros pequenos de tinta PVC para artesanato, você pode pintar potes de plástico. O seu jardim de vasos de plantas, também será uma mini galeria de artes.
Não esqueça que as embalagens de alimentos devem ser muito bem lavadas, elas não podem conter restos dos produtos ou gordura, isso causaria a manifestação de fungos prejudiciais às plantas. As embalagens de produtos químicos devem ser evitadas.
Lembre-se que a sua planta vai crescer, quando você for escolher o vaso para plantar uma muda ou estaquia, escolha do tamanho de quando a plantar for adulta e não do tamanho da muda ou da estaquia. Desse modo, você não correrá o risco de matar a planta, se mais tarde precisar plantá-la em um vaso maior.
🌿 A terra
Nós aconselhamos você a comprar terra adubada natural, de boa qualidade. Pegar terra de algum local, por exemplo, um terreno baldio ou mesmo em uma mata, pode apresentar contaminações, prejudicar as suas plantas, inutilizar os vasos e você perder todo o seu belo trabalho.
Certifique-se no rótulo da embalagem da terra que a adubação realizada foi orgânica, isso significa que o produto é natural, não contém adubação química prejudicial à saúde e ao meio ambiente.
Local onde os vasos serão colocados
As plantas necessitam de sol para realizar a fotossíntese. Determinadas plantas podem morrer em poucos dias se não absorverem a luz solar. Você deve escolher um local onde as plantas possam receber pelo menos quatro horas de luz solar todos os dias.
Em cidades de temperaturas muito elevadas, a cautela é necessária para que as plantas não sejam torradas pelo sol na parte da tarde.
Tenha o cuidado de colocar as plantas maiores atrás das plantas menores, desse modo você viabilizará para que todas as plantas recebam a luz do sol.
A sombra da planta maior pode impedir que a plantinha menor receba a luz solar, podendo causar fungos, apodrecimento e a morte da planta menor, por isso, sempre deixe as plantas maiores atrás das plantas menores.
Escolha das plantas para o cultivo
É necessário que você escolha plantas adaptadas para o clima da sua região. O que isso quer dizer? Algumas plantas se desenvolvem e se tornam saudáveis em climas quentes, outras plantas se desenvolvem e se tornam saudáveis em climas frios, já outras plantas se desenvolvem em qualquer tipo de clima, como por exemplo, a espada-de-são-jorge. Escolha plantas de acordo com a predominância do clima de onde você mora.
Pesquise no Google: “Samambaia prefere clima quente ou frio?” “Gerânio prefere clima quente ou frio?”
Se você não conhece o nome da planta, basta ter uma fotografia dela e utilizar o Google Lens, ele informará o nome.
Algumas plantas não gostam de muita água, você também pode perguntar isso ao Google: “O gerânio prefere terra mais seca, úmida ou mais encharcada?”
Relação de algumas plantas que gostam de clima quente:
Cactos e Suculentas: São conhecidos por sua resistência ao calor e baixa necessidade de água, ideal para ambientes quentes e secos.
Hibisco: Planta tropical que aprecia o sol pleno e altas temperaturas, produzindo flores vibrantes.
Onze-horas: Planta suculenta com flores coloridas que abrem durante o dia, apreciando o sol.
Caladium: Planta com folhas grandes e coloridas, que aprecia climas quentes, mas também tolera climas mais frios.
Agave: Planta muito bonita, forma rosetas de folhas longas e pontiagudas. Ela é elegante e resistente ao clima quente.
Relação de plantas que gostam de clima frio:
Crisântemo: Seu nome tem origem grega e remete à “flor de ouro” e é importante na cultura asiática por representar o poder dos imperadores chineses.
Cravina: Contribui para um jardinzinho delicado, com flores coloridas.
Alecrim: Muito conhecido como tempero ou para banhos, é uma planta aromática, ideal tanto para jardins ornamentais quanto para jardins sensoriais.
Amor-perfeito: Gosta de frio, sendo resistente até à geada.
Lírio-asiático: É uma flor que se adapta bem ao clima frio com invernos mais rigorosos.
Relação de plantas que gostam de qualquer clima:
Espada de São Jorge: Uma planta resistente que se adapta a diferentes condições de luz e umidade, inclusive ambientes internos com ar seco.
Samambaia: Adapta-se bem a ambientes com pouca luz e umidade moderada.
Babosa (Aloe vera): Resistente e fácil de cuidar, tolera tanto sol quanto sombra e ambientes com ar seco.
Jiboia: Uma planta trepadeira (desce também, se colocada no alto), versátil que se adapta bem a ambientes internos.
Crisântemo: Uma planta que floresce o ano todo, resistente e de baixo custo, que se adapta a diferentes climas.
Mudas e Estaquias
Mudas: Normalmente se refere a plantas jovens já desenvolvidas, possuem raiz, e podem ser transplantadas para o local definitivo.
Estaquia: Um método de propagação vegetativa onde um pedaço da planta (caule, ramo ou folha) é usado para gerar raízes e formar uma nova planta geneticamente idêntica à planta-mãe.
Vantagens da Estaquia: Permite a reprodução de plantas com características desejáveis e pode ser mais rápido que a propagação por sementes.
O boldo é um exemplo de plantas que nós podemos plantar a muda ou uma estaquia dele. Bom lembrar que o boldo é uma planta medicinal, aromática e ornamental.
Sementes
Plantar por meio de sementes é um pouco complicado para quem não tem prática, mas com o tempo a pessoa vai adquirindo experiência e aumentando as chances de sucesso.
É necessário que as sementes sejam orgânicas, sem adição de produtos químicos e que não sejam transgênicas.
Na Internet, nas lojas físicas de produtos agropecuários, nas lojas físicas de produtos para jardinagem, você encontra sementes orgânicas de marcas confiáveis.
Levando em consideração o que vimos anteriormente a respeito das plantas adaptadas para climas quentes, frios ou qualquer clima, escolha as sementes de acordo com o clima de onde você mora.
Com as sementes em casa, pegue os seguintes materiais: Uma bandeja de papelão de ovos (limpa), vazia; a terra adubada; uma tesoura e as sementes.
Como fazer os micro vasinhos: Faça um pequeno furo no fundo de cada lugar que era de cada ovo da cartela; depois de fazer os furinhos, encha de terra até a boca de todos os locais nos quais os ovos vieram acomodados; essa terra tem que ficar fofa, você não pode apertar essa terra, ela não pode ficar compactada (socada).
Como plantar a semente: Na bandeja de ovos, já colocada a terra que está fofa, em cada espaço com terra onde era espaço do ovo, faça um buraco de no máximo 01 centímetro sem apertar a terra, faça suavemente esse buraco com o dedo. Agora, coloque 03 sementes no branquinho. Levemente com o dedo, cubra de terra o buraquinho com as sementes dentro sem pressionar, sem apertar a terra. Cubra todo o branquinho com as sementes dentro. Pegue um pulverizador de água e umedeça levemente a terra de todas as sementes que você plantou. Não pode enchar de água, somente umedecer. Todos os dias você deverá umedecer as sementes plantadas.
Vídeos ensinando a plantar sementes:
Onde colocar a bandeja de sementes: O correto é colocar a bandeja de sementes em uma estufa caseira para plantas. Se você agora não pode comprar essa mini estufa de plantas, talvez seja interessante fazer algo parecido para proteger as sementes e ajudá-las a se desenvolver em boas condições ambientais. Essa estufa deve ficar em um lugar onde receba luz solar e não pegue vento. Não pode ter vento e sombra.
Vídeo mostrando uma estufa caseira improvisada
Você também poderá fazer:
Estufa improvisada: Pegue ripas de caixote, pregos pequenos adequados à espessura das ripas, faça uma caixa (um gradrado) sem fundo, sem teto e sem laterais. Essa caixa (quatrado) deve ser de 40 centímetros por quarenta centímetros de largura e 40 centímetros de altura. Revista a estrutura de plástico totalmente transparente. Você pode utilizar sacos limpos nos quais vieram vegetais do supermercado, devem ser totalmente transparentes e abertos (corte cada um para abrir). O fundo dessa estrutura você não pode fechar com o plástico, essa é a parte que você deverá colocar sobre a bandeja de sementes.
Mudas que nasceram das sementes: Quando as mudinhas atingirem aproximadamente 10 centímetros de altura, elas estarão prontas para serem plantadas nos vasos.
Na parte debaixo da muda, você vai observar que as primeiras folhinhas que nasceram da semente são diferentes das outras folhas superiores da planta, estarão mais velhas, talvez amareladas ou ressequidas, são entre 02 a 04 folhinhas, você deve removê-las suavemente.
A raiz da muda deverá ter uns 03 centímetros de comprimento. No vaso com terra adubada, no qual você vai plantar a muda, sem apertar a terra, faça um buraco de 05 centímetros e vá pegar a muda.
Com extrema delicadeza, solte a muda com a terrinha dela do buraco da cartela de ovos e coloque a mudinha no buraco que você deixou reservado no vaso que escolheu para ela.
Coloque terra adubada por cima, aperte um pouquinho a raiz na terra, sempre com suavidade. Agora, com mais terra adubada, cubra totalmente a raiz da muda até 01 centímetro acima de onde a raiz termina e começa o caule da planta.
Pegue o pulverizador de água e umedeça a terra, não encharque de água. Coloque o vaso em um local onde a planta receba no mínimo 04 horas de luz solar todos os dias. Molhe a planta suavemente todos os dias, sem encharcar de água.
Lembre-se que a sua planta vai crescer, quando você for escolher o vaso para plantar a muda que nasceu da semente, escolha do tamanho de quando a plantar for adulta e não do tamanho da muda. Desse modo, você não correrá o risco de matar a planta, se mais tarde precisar plantá-la em um vaso maior.
Vídeo mostrando como plantar a muda de planta nascida da semente ou coletada com já com a raiz:
Vídeo mostrando como plantar a muda de planta de estaquia:
Plantando uma muda pronta que você comprou, o vizinho deu ou você “resgatou” de algum lugar (Vídeos acima)
Estamos falando de uma muda que já vem com um bom tamanho e boas raízes, não uma muda das suas sementes, ok?
Repetindo: Lembre-se que a sua planta vai crescer, quando você for escolher o vaso para plantar a muda, escolha do tamanho de quando a plantar for adulta e não do tamanho da muda. Desse modo, você não correrá o risco de matar a planta, se mais tarde precisar planta-la em um vaso maior.
Encha o vaso de terra adubada até a boca do vaso, sem apertar a terra. Exemplo: Se a muda da planta tem 10 centímetros de comprimento e 08 centímetros delargura, sem apertar a terra, faça um buraco de 15 centímetros de profundidade e 12 centímetros de largura. Coloque a planta pela raiz no buraco, com mais terra adubada, cubra totalmente a raiz da planta até 01 ou 02 centímetros acima de onde a raiz termina e começa o caule da planta.
Pegue o pulverizador de água e umedeça a terra, não encharque de água. Coloque o vaso em um local onde a planta receba no mínimo 04 horas de luz solar todos os dias. Molhe a planta suavemente todos os dias, sem encharcar de água.
O buraco para plantar uma muda ou planta de uma muda, sempre deve ser pelo menos 30% maior do que a raiz da planta.
Plantando uma estaquia de planta que você comprou, o vizinho deu ou você “resgatou” de algum lugar (Vídeos acima)
Escolha uma planta adulta e saudável. Se os nós dos caules forem visíveis, tente cortar uma secção com pelo menos 4 nós. Se não forem, corte estaquias com cerca de 15 centímetros. Pode também optar por cortar um ramo novo, lateral, aproveitando assim para dar forma à planta original.
Para preparar a estaquia para o enraizamento, retire todas as folhas em cerca de 1/3 do caule, deixando nua na parte inferior. Havendo nós, deverá deixar, por baixo do último, não mais de 5mm. O corte, em qualquer situação, deverá ser limpo, não deixando feridas nem rasgos na estaquia. Corte as pontas das folhas grandes, que consomem energia de que a estaquia precisará para o enraizamento. Retire também todas as flores ou “botões” que possam haver.
Todos as ferramentas de corte devem ser muito bem higienizadas antes do trabalho com a planta.
Coloque as estaquias nos vasos e aperte levemente a terra adubada em volta das mesmas. Quando todas estiverem plantadas, umedeça a terra e a estaquia com a ajuda de um pulverizador de água. Procure deixá-las num lugar abrigado sem luz solar forte, mantenha a umidade.
Cuidados diários com as plantas
Irrigação adequada
1- Precisamos saber se as espécies de planta que cultivamos gostam de muita água ou não. Os cactos, por exemplo, não podem ser encharcados de água.
2- Devemos regar ou irrigar as nossas plantas nos períodos mais frescos do dia.
3- Precisamos disponibilizar a quantidade adequada de água para as plantas. O solo deve ficar molhado, não inundado. Os vasos devem ser regados até o momento que a água começa a sair pelos furinhos do vaso. Se acreditarmos que é muito, sempre lembrar que a terra deve ficar molhada, não inundada.
4- Devemos regar nossos vasos e irrigar nossas plantações de modo adequado e sempre evitando o desperdício de água.
5- Inundar o solo ou terra de vasos pode remover os nutrientes que as plantas necessitam. Se a água passar em excesso pelo solo, leva embora os nutrientes. (Exemplo: deixar uma torneira ou mangueira abertos sobre o solo, regar exageradamente);
6- Água em excesso também remove o oxigênio do solo, as raízes necessitam do oxigênio para respirar, do contrário, morrem.
7- Solo de plantações ou terra de vasos que estão constantemente encharcados, facilitam o aparecimento de doenças que poderão causar a morte das plantas.
Os principais fatores ambientais para as plantas se desenvolverem
Solo: As plantas necessitam do solo para fixarem suas raízes. É necessário que o solo apresente uma boa quantidade de matéria orgânica, fornecendo água e nutrientes para as plantas.
Água: É responsável pelo transporte de nutrientes dissolvidos. Ou seja, os nutrientes são dissolvidos na água e transportados por ela através da planta, ficando assim disponíveis para agir no metabolismo e proporcionar o crescimento.
Luz: A luz, em conjunto com a temperatura, controla a adaptação das espécies. A luz está diretamente relacionada ao crescimento e desenvolvimento das plantas pelo processo de fotossíntese (mediante a presença da luz do sol, a planta absorve água, minerais e gás carbônico (do ar), convertendo estes ingredientes em glicose (fonte de energia para o seu desenvolvimento) e o oxigênio que a planta libera para a atmosfera).
Nutrientes das plantas
Como todos os seres vivos, as plantas dependem de nutrientes para viver, crescer e se desenvolver.
As plantas obtêm nutrientes de 3 fontes:
Ar: retiram o gás carbônico;
Água: retiram oxigênio e hidrogênio;
Solo: retiram os nutrientes minerais que são divididos em 2 grupos: os macronutrientes (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre) e os micronutrientes (boro, cobre, cloro, manganês, zinco, molibdênio e ferro).
Os macronutrientes as plantas necessitam de maiores quantidades. Os micronutrientes as plantas necessitam em menores quantidades.
A falta ou baixa quantidade de nutrientes para as plantas, causam atraso do desenvolvimento, causam sérios problemas e até mesmo a morte.
Adubação
A adubação orgânica é um meio natural de oferecer os macronutrientes e micronutrientes às plantas. Deve ser pura e totalmente livre de química industrial.
Podemos encontrar os nutrientes para as plantas nas seguintes fontes orgânicas:
Nitrogênio: estercos puros de gado e galinha, adubos verdes, húmus, gramíneas secas, resíduos culturais de leguminosas, composto orgânico, biofertilizantes, etc.
Observação: nunca use esterco de galinha e esterco de gado juntos.
Potássio: cinzas, cascas de café, pós de rochas silicatadas com altos teores de potássio, talos de bananeiras, etc.
Fósforo: fosfatos naturais extraídos de rochas e farinha de ossos.
Micronutrientes: alguns pós de rochas, estercos, fontes minerais permitidas.
Cada planta tem necessidades diferentes, devemos lembrar:
- No verão podemos adubar as plantas com mais frequência;
- No inverno devemos adubar as plantas com menos frequência para evitar a incidência de fungos;
- As plantas que dão flores necessitam mais de fósforo e as plantas que dão folhas precisam mais de nitrogênio, precisamos plantá-las em locais separados tanto nos jardins, quanto no solo e jardineiras.
Controle de pragas e doenças
Observação: Não é recomendado o uso de agrotóxicos em nenhuma hipótese.
Doença biótica: causada por organismos vivos como fungos, bactérias, vírus, etc. Doença infecciosa, pode aumentar, se multiplicar na planta doente e transmitir para outras plantas sadias.
Sintomas:
- Manchas nas folhas;
- Necroses de tecidos da planta;
- Amarelecimento das folhas e caules;
- Redução do crescimento;
- Clorose;
- Frutos deformados;
- Partes apodrecidas;
- Planta murcha mesmo sendo bem tratada;
- Mudas que ficam tombadas;
- Morte dos ponteiros da planta.
Como prevenir doenças em plantas
Se a espécie de planta exige desbrota, não fazer em dias chuvosos ou após regar;
Higienizar vasos e/ou utensílios que se deseja cultivar a planta;
Todas as ferramentas que você usar no plantio, poda, manuseio e colheita, tanto em plantas de solo quanto de vasos, devem ser desinfectadas;
Evite ferir as plantas e os frutos quando estiver lidando com eles;
Se a plantação for no solo, manter a quantidade adequada de plantas espontâneas;
Para irrigar e/ou regar, utilize água de boa qualidade e evite encharcar a terra;
Verificar constantemente cada planta. Se encontrar vestígios de doença, retire a parte doente e queime.
Como controlar doenças em plantas
Imediatamente remover as partes da planta que estão infectadas pela doença;
Se a doença voltar a se manifestar, elimine a planta infestada e também a terra na qual ela estava plantada, no caso de vasos, caixotes. O vaso deve ser muito bem lavado e desinfectado, se desejar utilizá-lo para cultivar outra planta.
Como identificar pragas nas plantas
Praga: insetos, fungos, bactérias, vírus e outros organismos vivos que, por causa de condições favoráveis, se reproduzem de forma tão elevada que afetam a planta causando estragos.
Principais pragas
Formigas cortadeiras: podemos controlar por meio de plantas repelentes como a batata-doce e o gergelim, plantadas em nossa horta e/ou jardim ou colocar cinzas de madeira ao redor do vaso;
Insetos sugadores: catar com a mão, colocar armadilhas adesivas, borrifar calda de farinha de trigo e água, calda de pimenta, alho e calda de sabão em pedra;
Lagartas: catar com a mão (se for seguro), usar inseticida natural a base de neem, calda de farinha de trigo e água;
Besouros: podemos controlar por meio de plantas repelentes como o coentro, a hortelã e a arruda, plantadas em nossa horta e/ou jardim. Podemos também usar inseticida natural a base de neem;
Ácaros: eliminar as folhas contaminadas, usar plantas repelentes, calda de farinha de trigo e água, calda de pimenta, alho e calda de sabão;
Lesmas e caracóis: À noite, pegar estopas, encharcá-las de cerveja ou leite, colocar ao redor das plantas como se fossem armadilhas. Podemos usar também pedaços de abóbora crua ou fazer faixas de cal de 20 centímetros ao redor de cada planta;
Modo Natural de Repelir Pragas
Calda de sabão em pedra e água: utilizada no controle de lagartas, cochonilhas, pulgões, ácaros e outros;
Podemos encontrar inúmeros meios naturais de combater pragas em plantas, bastando apenas uma pequena pesquisa na Internet.
Plantas em Canteiros ou Solo
Plantar em canteiros ou no solo, o processo é o mesmo, a diferença é a maior quantidade de terra adubada em um canteiro, a necessidade desse canteiro ser cercado para a chuva ou a irrigação não levar a terra e os nutrientes das plantas, e no caso do solo, a adubação é muito maior e talvez o solo necessite de correção da acidez.
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